terça-feira, 10 de agosto de 2021

 

Os Segredos da Magia em diferentes épocas e culturas

Os segredos da magia em diferentes épocas e culturas

 

A mente se enche de ideias quando falamos em magia. Conceitos mais ou menos aproximados da verdade, alguns fantasiosos outros descrentes… mas quais serão as verdades sobre o que ela realmente é?

Para empreender estudos sérios relacionados ao desenvolvimento mágico, devemos começar por definir claramente o conceito de magia. Para isso, vamos recorrer à sua história.

 

É possível dizer onde se originou a magia?

Estudos demonstram que no Egito, Caldéia, Nepal, Índia, Japão e até mesmo no continente americano há indícios remotos de rituais com os mais variados objetivos. Em todas essas culturas, os ritos mágicos eram dirigidos a forças siderais e naturais.

Na antiguidade, nenhum processo mágico seria admitido se não estivesse intrinsecamente harmonizado com os movimentos da natureza. Assim, a magia era entendida como um método que fazia as notas do corpo humano vibrar em sintonia com as notas do cosmo.

 

A magia na natureza

É nessa perspectiva que encontramos constantes rituais de solstícios e equinócios, de colheitas e plantios, de chuvas e secas, etc. Sabiam os antigos que a mesma força da fertilidade, que se manifesta na natureza, poderia ser útil para tornar fértil uma dama, por exemplo. Por sua vez, a energia que impulsiona um animal selvagem é adequada para produzir coragem e valentia nos guerreiros.

Dessa forma, a magia era um método de entender as forças sutis que movimentam o cosmo e, consequentemente, administrar essas forças em processos particulares. Esse é o grande segredo da magia de todos os tempos.

 “Assim como é dentro, é fora.

Assim como é em cima, é embaixo.”

Hermes Trismegisto

 

Tendo de antemão essas informações, podemos definir a Magia como: “um meio de causar mudanças na consciência e na natureza de acordo com a Vontade” – Dion Fortune.

Agora, temos um conceito claro para poder exercer nossa compreensão consciente.

 

Todo homem é um universo em miniatura

Essa sabedoria nos indica que para compreendermos a Magia, precisamos primeiro compreender a relação que existe entre o Macro e o Micro, ou seja, entre o homem o cosmo. Fazer-se consciente dessa relação, é perceber, por exemplo, que dentro do corpo humano há os quatro elementos da natureza, tanto no plano físico quanto no plano metafísico.

Assim sendo, o micro pode operar no Macro e vice-versa, desde que haja uma CIÊNCIA.

 

A relação entre a magia e o ocultismo

A ciência que ensina a operar a magia é chamada de Ocultismo. Aquele que estuda a magia investiga o conhecimento oculto. O praticante do ocultismo, por sua vez, é o esoterista e as experiências obtidas a partir dessa prática são experiências mágicas. Nesse contexto, compreende-se melhor os quatro postulados da Magia, que são:

  1. Querer
  2. Saber
  3. Ousar
  4. Calar

O primeiro postulado está relacionado ao exercício da Vontade; depois é muito importante o estudo, o que vai nos dar o saber. É preciso ter conhecimento para exercer a Vontade de fazer. Só então, é possível ousar e, uma vez que a experiência mágica seja alcançada, cabe ao operante o silêncio.

Magia, Religião e o Despertar da Consciência

No decorrer da história da humanidade, Magia e Religião sempre andaram juntas. Qualquer ritual sagrado de uma religião é um ato mágico. Se tomarmos os ritos mágicos com métodos de elevar a consciência, entenderemos que o grande segredo de qualquer cerimônia não é exatamente seu significado pessoal, mas o poder que essa cerimônia tem de elevar os estados interiores de seu operador.

A magia, como uma ferramenta do autoconhecimento, é como um dínamo para a consciência, sempre estimulando-a ao despertar.

Tendo essa referência, podemos fazer uma clara diferenciação, uma vez que o V.M. Samael Aun Weor explica, enfaticamente, que sempre haverá dois tipos de magias, duas lojas que se combatem mutuamente e sustentam as grandes colunas do Universo.

Uma é a “magia branca”, que se preocupa com o despertar da consciência, a realização do espírito e o aperfeiçoamento humano por meios equilibrados de praticas espirituais. A outra é a “magia negra” que, apesar de conceber formas de despertar, não se preocupa com a profunda realização espiritual e nega, na maior parte das vezes, práticas espirituais com equilíbrio.

A primeira eleva aos estados superiores do espírito, a segunda levas as cavernas secretas do subconsciente.

 

A Gnosis, sendo uma escola de autoconhecimento e de regeneração, ensina magia branca. O objetivo maior da magia na Gnosis é a realização do espírito e o aperfeiçoamento humano.

Não há finalidade mais sublime que empregar métodos mágicos para o bem da Grande Obra.

 

Exu na Umbanda – Mitos e verdades sobre essa linhagem

Exú na Umbanda

Um Orixá trabalhador, defensor e conhecido como o mensageiro. Seu nome tem origem Yorubá, na palavra Esú, que quer dizer “esfera”. Assim, a energia dele é capaz de se manifestar de forma espiralada. Já sabe de quem estou falando? Só mais uma dica, é também o Guardião dos terreiros. Descobriu? Pelas características citadas, é claro que estou falando de Exu na Umbanda.

Muitas pessoas que não conhecem a religião, costumam confundir este Orixá com o do Candomblé. Mas mesmo que ambos não sejam a mesma entidade, eles possuem a mesma função: defender a porteira dos terreiros e das casas dos médiuns. Só que o Exu na Umbanda quando convocados, são para proteger a Casa e fazer o despache de espíritos zombeteiros e eguns.

O Exu na Umbanda é do mal?

Essa é uma das dúvidas mais recorrentes para aquelas pessoas que não conhecem a religião. Isso ocorre por conta do cruel sincretismo feito por outras crenças associando o Exu aos demônios. Assim, as pessoas acabam criando um preconceito contra esse Orixá, achando que ele só vem para fazer trabalhos maldosos. E isso não é verdade.

O Exu na Umbanda corresponde à vibração energética de um espírito que já conheceu as profundezas do mal e do apego à matéria e agora decidiu trabalhar apenas para a Luz. Sendo assim, nada mais indicado que um Exu para cuidar das questões cármicas mais sérias e materiais dos homens e para protegê-los daqueles que ainda não decidiram caminhar para o bem e para a luz.

O porquê das cores preto e vermelho para o Exu na Umbanda

As gargalhadas assustadoras e as mudanças faciais, podem assustar aqueles que não estão familiarizados com a força do Exu na Umbanda. Porém, como tudo nessa religião, há um propósito oculto para isso.

Como esses Orixás são os guardiões e os protetores dos médiuns, portanto, precisam afastar e espantar o mal. Da mesma forma, conhecem a vibração dos espíritos mais baixos e essa é o mecanismo que tem para afastá-los, demarcando território com risadas, tridentes, passadas bruscas e palavrões. A conduta do Exu vai depender de doutrinamento e das exigências do dirigente da Casa.

Então, o Exu na Umbanda faz trabalho para o mal?

Os Exus são os Senhores do Karma. Conhecem o bem e o mal de perto e ainda vibram em uma frequência próxima à matéria, sendo os primeiros a nos ajudar com questões materiais. Portanto, é possível que exista Exu na Umbanda que não-doutrinados e que podem fazer o Mal. Porém, muitas vezes não é nem porque querem, e sim porque obedecem fielmente a lei do Karma.

Se uma ação tem início na mente maldosa de um médium, quem seria esse Orixá para desvirtuá-lo de seu Karma? Um Exu na Umbanda é sempre honesto e costuma deixar bem claro para o consulente a responsabilidade por suas escolhas e ações.

Os nomes do Exu na Umbanda e seus costumes

Há Exu na Umbanda que são homens, como Exu Caveira, Exu Veludo, Tranca Rua, Exu Tiriri, Exu Marabô e também as Exus mulheres como a Maria Padilha, a Maria Molambo, a Pomba-gira Cigana, dentre outras.

Muitos são vaidosos e gostam de receber presentes, mas muitas dessas exigências podem ser apenas da cabeça do médium. Por isso, é importante ter giras de desenvolvimento dessa energia e oferecer os padês necessários para a firmeza dos médiuns e da casa. Assim, é neles que os Exus buscam forças para exercer o seu trabalho.

Agora que você já sabe melhor sobre o Exu na Umbanda, conheça mais alguns textos que exploram essa religião:

 

QUIMBANDA: MAGIA DE EXU E POMBAGIRA

Em sua origem africana, Exu é o interlocutor entre os homens e os deuses, conhecedor da linguagem dos dois mundos, vai ao sagrado levar o chamado dos seus filhos que se encontram no mundo profano. Se os homens necessitam do auxílio da espiritualidade, Exu é o mensageiro encarregado da comunicação entre a África sagrada e o Brasil profano.

A partir da diáspora africana para as Américas Exu assumiu diversas facetas e formas de culto. No Brasil, país de tamanho continental, as forma de tratá-lo e cultuá-lo se transformam em cada região: Umbanda, Candomblé, Batuque, Tambor de Mina, Xangô, Xambá, Quimbanda... Cada uma dessas expressões religiosas tem sua maneira característica de louvor a Exu, mas seu papel enquanto princípio do movimento é a constante que une a todos numa só fé.

Entretanto, ainda que em todas Exu seja o primeiro a ser louvado, na grande maioria dessas religiões Exu está sempre relacionado e, por que não, subjugado à hierarquia e ao comando de uma força "superior", como Caboclos ou Orixás. Na Quimbanda, porém, Exu assume lugar de destaque e torna-se independente - assumindo seu Reinado na Magia e sua posição de liderança, manifestando-se de maneira singular.

A Quimbanda é, portanto, uma religião afro-brasileira independente de quaisquer outras, que surge no Rio Grande do Sul a partir de meados dos anos 1960. Antes desse período outras tradições e religiões já prestavam culto a Exu e Povo de Rua, porém a Quimbanda se firma como religião ao cultuá-los de forma independente, estabelecendo símbolos e ritos iniciáticos, bem como dogmas que a organizam social e religiosamente, com grande influência dos ritos africanistas do Batuque afro-gaúcho.

Além do culto a Exu e sua contra-parte feminina Pombagira, Malandros, Povo Cigano, Caboclos e Pretos Velhos Quimbandeiros e todo o "Povo de Rua", o principal ponto que diferencia a Quimbanda das demais religiões de matriz africana é a pratica do culto direto às almas de pessoas falecidas e entes queridos - o Culto de Egun - e, com isso, à ancestralidade de seus iniciados, da comunidade em torno do Templo / Terreiro e, porque não, de todo o povo negro do Brasil e Américas.

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Os espíritos cultuados na Quimbanda são ancestrais que tiveram ligação com o culto, em sua maioria pertencente a grupos familiares do século XIX e início do século XX, tendo, muitas vezes, travado relações de sangue com as culturas nativas como os brancos europeus que se relacionavam com negras ou índias. Estes passaram, então, a serem chamados de Exu - um equívoco lingüístico certamente, visto que Exu é  a divindade Nagô. E foi por causa do seu arquétipo que acabou sendo relacionado às nossas entidades, “emprestado”, por assim dizer, o seu nome, pela característica de ser irreverente e debochado, que desafiava a ordem e os dogmas da igreja e da sociedade cristã da época.

A verdadeira denominação que deveríamos utilizar para os espíritos cultuados seria, justamente, "Kimbandas", pois assim eram conhecidos os chefes-feiticeiros das tribos tanto na África Bantu quando no Brasil escravocrata. Estes se fizeram notar pelos trabalhos de magia, transes e pela capacidade de curar através de elementos naturais, que em suas mão adquiriam caráter magístico, desde os primórdios dos calundus rurais até a evolução de suas práticas nos meios urbanos.

A ancestralidade é a chave para compreendermos o universo religioso e popular que se desenvolveu no Brasil e é preciso voltar ao passado e compreender a miscigenação das raças e culturas que formaram nossa sociedade. Observando por esse ângulo fica mais fácil perceber que as nossas entidades não estão necessariamente vinculadas à dinâmicas de evolução kármica como no Espiritismo, mas sim a algo muito mais direto: a relação ancestral.

A Quimbanda tem bases diferentes do espiritismo umbandista ou kardecista; na teologia quimbandeira não existe a evolução dos espíritos no sentido de passagens de graus ou de dimensões e os Exus são tidos como ancestrais tanto por terem vivido antes de nós quanto por serem, realmente, ligados ou à ascendência familiar do médium ou à ascendência do culto/casa em que o mesmo é iniciado.

Em termos religiosos, a hierarquia dos espíritos da Quimbanda se divide primariamente em sete reinos, sendo sua organização uma remanescença das organizações dos reinos, clãs e territórios africanos. Cada Reino, então, se sub-divide em nove povos de Exús, sendo que cada reino e cada povo é comandado por um Exú-Chefe ou Exu-Rei.

Sobre os Reinos de Exu na Quimbanda, eu publiquei um eBook Gratuito que explica resumidamente como se dá essa organização dos Exus nos reinos espirituais, seus poderes e áreas de atuação mágica. Para fazer o download do eBook é só acessar esse link aqui e preencher os seus dados.

Além disso, no meu primeiro livro, Desvendando Exu: o Guardião dos Caminhos, - lançado em 2015 e que nesse ano ganhou uma versão revisada e atualizada e será publicado nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália - eu conto detalhadamente a história da fundação da Quimbanda, desde a chegada dos primeiros negros escravizados ao Brasil até os dias de hoje.

Sim, é bem verdade que Exu e Pombagira já chegavam nas sessões de Umbanda e outras religiões muitos anos antes disso... Porém, foi a partir de 1950 que, em Porto Alegre, Exu Rei das 7 Encruzilhadas fundou uma nova religião: a QUIMBANDA! Uma tradição completa, na qual Exu e Pombagira são as forças maiores de fé e devoção de seus fiéis e que nesse ano completa 60 anos de existência!

Desvendando Exu: o Guardião dos Caminhos

Pra comemorar tudo isso, de hoje até dia 31 de agosto,
OS ÚLTIMOS 150 EXEMPLARES DO LIVRO EM PORTUGUÊS ESTÃO COM 30% DE DESCONTO!

 

Mas tem uma coisa,: quando esses 150 exemplares terminarem
o livro DESVENDANDO EXU não será mais publicado aqui no Brasil!

 

Por isso, se você quiser garantir o seu e ainda ganhar de presente a palestra online EXU MAIORAL, clique aqui e aproveite antes que acabe!!!

 

Nele, você também vai aprender:

  • quais são os 7 Reinos e os 63 Povos de Exu, sua função e hierarquia mágica;
  • quem é Exu Maioral, o Rei da Quimbanda;
  • quais as etapas e obrigações ritualísticas para se tornar um quimbandeiro;
  • a função mágica dos pontos riscados e cantados;
  • e muito mais...

 

Mas, Diego... Agora que o livro vai pra gringa você não vai mais escrever sobre Quimbanda?

Sim, eu vou continuar escrevendo sobre Quimbanda... Mas não agora!

 

O fato é que a edição americana do livro foi revisada, ganhou novos capítulos e conteúdos, e com tudo isso eu estou preparando um novo livro sobre a Quimbanda e a Lei de Exu... Mas ele só vai ser lançado lá em 2021 ou 2022!

Por isso, essa pode ser realmente a sua última chance de desvendar os segredos dos nosso Guardiões, aprender mais sobre a Quimbanda Tradicional e ainda garantir todos os bônus em suas mãos!

Se você quer aprender em detalhes:

  • Quais são os costumes e fundamentos da Quimbanda?
  • Quem são as energias e entidades cultuadas e como elas se organizam no plano espiritual?
  • Quais são as suas regras hierárquicas e seus graus iniciáticos?
  • Como uma pessoa pode se tornar Quimbandeira de verdade?

Todas essas perguntas e muitas outras são respondidas em Desvendando Exu, O Guardião dos Caminhos! Além de tudo isso, na palestra "Exu Maioral" (que vai de presente junto com o livro), você vai aprender qual a visão da Quimbanda Tradicional sobre Deus e o Diabo, quem é a força maior de onde se origina o poder das entidades e como as energias do Universo se equilibram dentro da Lei de Quimbanda!

 

Se você quer garantir o seu Desvendando Exu agora mesmo, é só clicar aqui!

 

Mas se ainda tem dúvidas se esse livro foi feito pra você, nos próximos artigos do blog eu vou contar mais algumas curiosidades sobre a Quimbanda e seus fundamentos... Até lá, um grande abraço e boa leitura

 

A ORIGEM AFRICANA DE "POMBAGIRA" - ESTUDO


Em nossa pagina sempre antes de estudarmos sob uma nova ótica determinados temas da Umbanda, vamos antes buscar a influência Africana que envolve os mesmos. Neste caso falaremos sobre Mpambu Njila, a imagem Bantu que mais se aproxima dos espíritos femininos da linha de esquerda na Umbanda, chamados vulgarmente de "Pombagira"

Origem de Pombagira

A palavra pombagira é derivada de uma corruptela do nome Mpambu Njila, que seria um Nkice (Inquice) Bantu. Esse nome foi sendo alterado em terras brasileiras, primeiramente para Pambu Bjila, posteriormente para Bombogira e por fim Pombogira ou Pombagira.
O curioso é que Mpambu Njila é um inquice masculino, que tem aspectos do Orixá Exu Yorubá, mas não o é de fato. Dentro das mitologias bantu, temos diversos Inquices que acabam assumindo domínios parecidos ou pelo menos perimetrais aos Orixás, devemos ter por volta de seis ou sete Inquices conhecidos que tem atributos do Orixá Exu da cultura Nagô.
Dentro da magia e da sua fundamentação o elemento de domínio de Pambu Njila é o fogo e este é o inquice que conhece os atalhos dos caminhos e que não se prende por portas fechadas, já que elas se abrem para ele.
O seu nome significa Mpambu de Atalho, Fronteira, Encruzilhada e Njila de Caminho e Estradas, em uma tradução livre seria a Encruzilhada que leva a todos os caminhos. O que é muito parecido com aquilo que concebemos de exu.
A encruzilhada para o povo Bantu é um local místico, representa o cruzamento entre o mundo espiritual e o mundo material, assim como o é a beira-mar, o cume de uma montanha e o cemitério. São pontos de contatos entre os mundos, onde o véu que separa os dois mundos está mais fino.
Mas o que o inquice tem a ver com a Pombagira de Umbanda? Nada… Apenas a similaridade do nome. Mais uma vez emprestamos um nome para designar uma linha de trabalho de Umbanda. Esse Inquice é a justificativa que alguns autores tem para dizer que existe uma Orixá Pombagira.

 

A Origem do Termo Exu



EXU, como nós pronunciados, é o mesmo ECHU ou ISHU dos Nagôs (os Nagôs pronunciavam o XU de ISHU levemente sibilado). ISHU, ou ECHU, é, portanto, o mesmo que EXU. Essa palavra foi incorporada e adotada na mística religiosa desse povo, para identificar uma divindade menor, que encarnava ou representava as facções que lidavam com o mal. A origem dos termos ECHU ou EXU vem do vocábulo IRSHU, do idioma ZEND, palavra que passou a representar para vários povos a dissolução do PRINCÍPIO ESPIRITUAL PURO, que regia esses povos da Antiguidade, inclusive a gente da raça negra.

IRSHU foi um príncipe da Índia, filho do Imperador UGRA, que por não poder alcançar o trono de seu pai, como filho mais moço que era, provocou, apoiado por ambições políticas e religiosas, um violento Cisma, ou seja, uma terrível cisão, nessa época. Isso pelos idos do ano 3200 a.C. Essa cisão produziu uma hedionda guerra de caráter religioso, massacrando, a ferro e fogo, a todos os que se opuseram às facções desse príncipe, destruindo também todos os seus santuários, através de tenaz perseguição a seus sacerdotes e magos (esse episódio é histórico e está descrito no livro Védico SKANDAPURANA, bem como RAMAYANA, de H. Fouché). Assim o massacre que esse cisma de IRSHU provocou ficou como marca indelével na memória dos poucos sacerdotes e magos que escaparam, como que representando o princípio do mal.

Em verdade, o EXU da Umbanda não encarna nenhum princípio maléfico; ele é e age como ficou explicado neste capítulo, e nem tampouco é a divindade menor – o EXU dos Nagôs – e muito menos o tal Diabo da mitologia de certas religiões. Em realidade, nenhum Deus de nenhuma religião “Criou” nenhum demônio ou qualquer espírito à semelhança do dito Satanás. Na verdade o Exu na Umbanda é um agente mágico, em função cármica disciplinar.

Fonte: Livro: Lições de Umbanda e Quimbanda na Palavra de um Preto-Velho (W.W. da Matta e Silva) 

 MÉDIUNS DE UMBANDA

A ORIGEM DAS PALAVRAS UMBANDA E QUIMBANDA

UMBANDA

É nosso dever, trazer para nossos irmãos umbandistas, esclarecimentos sobre os cultos afro-brasileiros; é o que fazemos através de nossas Pesquisas Ecléticas.

Muitos têm compreendido o termo de origem da palavra Umbanda ao contrário da fonte verdadeira na qual se originou.

Pois bem. Quem está com a palavra sobre essa explicação é o saudoso Tata Ti Inquice, Tancredo, eu apenas transcrevo o tema.

Esse vocábulo, Umbanda, tem sua origem no substantivo feminino do segundo gênero (Banda). Banda tem origem no dialeto Banto, e quer dizer lugar, cidade; o vocábulo (Umbanda) nasceu do nosso linguajar, porque o sentido real de banda é, todos vindos de diversos lugares ou reunidos daqueles lugares.

Pelo entrosamento do dialeto Banto e o idioma falado no Brasil (português), surgiu o impulso do conjunto e traços culturais estreitamente ligados entre si, formando a palavra Um – Banda, pois Um é o adjetivo único, contínuo, singular, indivisível, e juntando este ao substantivo, expressou-se dentro nosso linguajar, a palavra Umbanda.

O dialeto, os costumes morais e as crenças religiosas deram os traços marcantes e culturais no nosso linguajar, pelo fenômeno da acomodação e os complexos das palavras em nosso idioma devido à essa aculturação.

Portanto uma coisa é certa, nosso idioma recebeu dentro do seu conteúdo gramatical, grandes influências dos dialetos africanos.

QUIMBANDA

Com esse vocábulo,Quimbanda, acontece a mesma incompreensão sobre o seu termo de origem.

Muitos chegam a afirmar que Quimbanda é o lado negativo da Umbanda; e para ser mais claro, dizem, onde se pratica a magia negra.

Como nós já sabemos a magia não tem cor, nem é branca, nem é negra; magia é só uma. O bem ou o mal está na intenção de cada um, pois se é verdade que podemos pensar positiva ou negativamente, verdade é que tudo que desejarmos ao próximo, receberemos em dobro.

Entretanto este substantivo feminino, Quimbanda, não sofreu influência do nosso linguajar; ele acha-se dentro do nosso conteúdo gramatical, da mesma maneira real que surgiu de sua verdadeira fonte de origem, que é o Quimbundo*.

Então Quimbanda tem sua fonte de origem no Quimbundo que é uma mistura de dialetos africanos, criado pelo governo para ser ensinado nas escolas das colônias portuguesas, afim de que todos angolenses se entendessem entre si nas regiões tribais de Angola e Moçambique.

Baseado nesta estrutura vejamos: quim ou kim, quer dizer em linguagem africana, médico ou grão-sacerdote dos cultos Bantos. Banda quer dizer lugar ou cidade.

Resumindo, chegamos à conclusão de que em nosso idioma, quimbandeiro quer dizer Grão-sacerdote dos cultos Bantos, vindos de Angola, Moçambique e Benguela.

* Língua banta dos bundos ou ambundos (Angola, África); ambundo, andongo, bundo, dongo, luanda, quindongo, e língua de Angola.

ALQUIMIA

A Alquimia é filha da Cabala, assim sendo, vamos buscar nela alguma coisa sobre a geração humana.

Desnecessário seria explicar que o umbigo é uma cicatriz, vestígio da nossa – união com a Mãe Terra.

Este sinal, que tanto o homem como a mulher tem no seu organismo externo, poder-se-ia dizer que, este é o verdadeiro apêndice de igualdade entre os dois sexos. Os Mestres alquimistas, dizem que o umbigo é a ilha do mar do ventre, que é regido pelas águas. É o oásis intermediário entre os dois mamilos da mulher, e o externo do homem, e o jardim de Vênus ou dos Espérides que existe tanto no homem como na mulher.

Contudo sendo a Alquimia o estudo secreto mais adiantado do nível das leis cabalísticas de afinidade sobre a geração humana, que aqui divulgo para elevar os conhecimentos de seguidores da Umbanda, e por isso, não possa dar nenhuma explicação mais detalhada até chegar o momento certo, posso porém adiantar que o umbigo é a porta pela qual aparecem os Elementais na água, na terra, no fogo e no ar do nosso microcosmo.

O homem primitivo não era dotado desse sinal (umbigo) pelo menos no lugar onde o temos hoje, mas tinha algo em seu Chacra Frontal que muito parecia com o nosso umbigo atual.

As mulheres pitris tinham o seu filho em uma frondosa vegetação, onde hoje temos o nosso umbigo e o Chacra.

Depois, por autodefesa, foram exercendo uma verdadeira absorção do seu sentido de maternidade, de maneira que o filho fosse gerado internamente, sendo o umbigo o seu lugar de expulsão durante o parto.

Este porém, nunca esteve completamente fechado, servindo como via respiratória para o feto.

Por estes fatos se pode observar toda a metamorfose sofrida por esta parte do nosso organismo, isto é, olhos, nariz e útero, peças de inestimável valor no nosso conjunto fisiológico.

O mistério de nossa anatomia oculta, esta representado por três nós a saber:

1o O nó físico – umbigo
2o O nó psíquico – o ânus
3o O espiritual – no grande artelho do pé esquerdo, onde se fecha a nossa aura.

Estes representam os três círculos mágicos e se manifestam dentro dessa relação que representa o homem, o demoníaco e o Divino.

Os ocultistas, os iniciados e os agnósticos sabem que o macho e a fêmea voltarão a se fundir novamente no grande andrógino, no dia em que se abra outra vez o umbigo da mulher, para nele penetrar completamente o homem.

O umbigo fala, pois é a boca do nosso sexto corpo.

Certo tipo de sibilas e adivinhos, colocavam o ouvido esquerdo sobre o umbigo das vestais do templo e interpretavam em símbolos e mensagens os barulhos de seus ventres.

Os sacerdotes e sacerdotisas do Sol, pintavam no ventre (em ouro, os homens e em prata, as mulheres), um sol de raios refulgentes cujo centro era o próprio umbigo.

E não estaria completa esta enumeração se não nos referíssemos àquele maravilhoso cerimonial do aquelarre medieval, realizado em um altiplano do bosque onde existisse uma árvore com o tronco oco e furado a uma certa altura, para que servisse como caverna e altar onde se manifestaria a potestade do demônio.

A Alquimia mostra como era o nosso antecessor, o grande andrógino. Era uma criação da vida sexual e se bastava a si mesmo para procriar; não tinha porém umbigo, pois nascia unido por um cordão duplo, que se ajustava ao Chacra Frontal e ao Coronário, com os quais tinha a sua comunicação mãe-pai. Disto se depreende que o umbigo é o primeiro símbolo do homem fracionado em suas duas metades, fêmea e macho, e ao mesmo tempo a peça de engrenagem de ambos. Nos atos do coito primitivo e quase instintivo, não saberíamos dizer se existia a união dos umbigos.

Bibliografia:
TECNOLOGIA OCULTISTA DA UMBANDA
Tancredo da Silva Pinto